Desde os seus primórdios, o ser humano sempre teve uma grande vontade em descobrir novos horizontes, viajando.
No entanto viajar não é só deslocar-se de um local para o outro. Viajar é mais do que isso, é deslocar-se entre culturas, civilizações e estados de espírito inerentes a essas culturas.
Ao viajarmos por certos locais vamos assimilar tudo o que concerne a esse local e gera uma conexão com o mesmo. Se a viagem nos marcou é natural que, cada vez que façamos essa mesma rota, nos iremos lembrar dos sentimentos que ali deixamos. Tudo isto possibilita uma descoberta do outro enquanto ser de outra cultura e também uma descoberta de nós tentando encontrar nos nossos traços de personalidade similitude com o outro. Por exemplo, se eu for a um país africano, onde as condições de vida são paupérrimas e degradantes, irei tomar contacto com esse facto e descobrir o outro, diferente de mim, ao mesmo tempo que me interrogo sobre o que vejo tentando procurar em mim algo para ajudar aquele povo.
Como já referi antes, viajar é descobrir novos sentimentos em cada país que visitamos. É poder fazer coisas novas, em locais novos com pessoas novas que não são passíveis de se fazer onde habitámos, no nosso país. Com a situação acima transcrita advém as marcas de que nos iremos sempre lembrar. Por exemplo, se for a França e nesse país tiver um relacionamento temporário com alguém, onde pude fazer coisas que nunca tive oportunidade de fazer e onde me sinto único e outra pessoa. Irei ficar com vestígios desse caminho sentimental e sempre que me lembrar daquele lugar irei recordar-me das emoções que lá deixei, onde pude descobrir um eu novo e diferente, neste caso.
Assim, viajar é, em concomitância com a deslocação física, uma deslocação espiritual e mental onde me posso surpreender com novas características minhas e de outros.
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